sexta-feira, 6 de agosto de 2010


Preconceito no Mercado de Trabalho
Ter boa qualificação profissional, saber trabalhar em equipe e ser uma pessoa pró-ativa, são alguns dos pré-requisitos exigidos pelos recrutadores em um processo seletivo. Mas em certas empresas, apenas isso não basta.

Infelizmente, o preconceito ainda existe. Elas também exigem que o candidato tenha menos de 40 anos ou ainda a aparência física que a empresa quer.

“Ninguém é obrigada a ser magro, jovem ou ter determinada orientação sexual. Bons times, nas empresas, são constituídos por pessoas diferentes. Pessoas nos cargos de chefia que buscam apenas a semelhança são comprovadamente incompetentes”.

Quando o assunto é idade, o que se observa é o atraso de muitas empresas, mesmo com o aumento da expectativa de vida do brasileiro. Heloisa Helena Leal, de 48 anos, não foi chamada por conta disso. Para a consultora jurídica, que contou a sua história na comunidade Vila Mulher, conhecimento e a inteligência emocional de profissionais mais velhos têm sido fator de êxito nas empresas, especialmente para cargos que exijam uma carga de responsabilidade e pressão muito fortes.

É preciso disseminar cada vez mais o fato de que estes profissionais "mais velhos", em sua maioria, não são cheios de idéias pré-concebidas, nem vivem do passado. São profissionais capazes de acompanhar a evolução, se adequar a ela e, principalmente, entender o novo.

Parte da culpa também vem dos profissionais de recursos humanos que, ao invés de buscar o profissional mais adequado à vaga, se valem de preconceitos para a contratação.

Quem foi que disse que pessoas mais velhas são improdutivas? O preconceito está sempre entremeado naquilo que deveria ser apenas uma aferição de caráter profissional, que nada tem a ver com cor, sexo, religião ou idade.

A discriminação ainda continua, na idade mínima. Normalmente muitos jovens são escolhidos apenas para as promoções. Qualificação, disponibilidade e acesso à tecnologia estão entre os motivos alegados.

Quando a discriminação vira humilhação, ou seja, o profissional é ridicularizado por preferência sexual, raça ou aparência física, a questão é ainda mais séria. São indícios de assédio moral. Caso se tenha provas da agressão psicológica já é possível processar o responsável por isso. Se isso estiver acontecendo com você saiba que e-mails, cartas ou outras formas de comunicação são consideradas provas de acusação. Faça valer os seus direitos!

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